Já preso há alguns meses, o cantor MC Poze do Rodo enfrenta uma nova polêmica na Justiça. Na última quinta-feira (29), o funkeiro de 27 anos se manifestou após ser denunciado por uma jovem de 16 anos por suspeitas de estupro, ameaça e fornecimento de substâncias.
O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), no Rio de Janeiro. O cantor nega as acusações, e sua defesa afirma que ainda não teve acesso à investigação.
Segundo o relato apresentado à polícia pela suposta vítima na última quarta-feira (28), o episódio teria começado na segunda-feira (26), por volta das 22h, na residência do artista, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A adolescente afirmou que foi convidada por uma amiga para uma festa na casa do cantor, onde teria consumido bebidas alcoólicas e drogas, entre elas o chamado 'Black Lança', uma variação clandestina do lança-perfume.
Ainda de acordo com o relato, a jovem não estaria plenamente consciente quando foi para um quarto com o artista. Ela afirma que informou a Poze que só aceitaria manter relações sexuais com preservativo, mas que ele teria se recusado a utilizá-lo e dado continuidade ao ato.
Ainda segundo a denúncia, dois dias depois, a adolescente teria sido coagida a voltar à residência do cantor. Segundo sua versão, ele ficou com o celular dela e a obrigou a ingerir medicamentos que teria comprado. A jovem relatou ainda ter sido ameaçada pelo artista, que teria dito que, caso ela se recusasse a tomar os remédios, pediria a um amigo que a fizesse "desaparecer".
Nas redes sociais, o funkeiro, cujo casamento com Vivi Noronha acabou de forma polêmica, negou as acusações e apresentou sua versão sobre a relação com a adolescente. O artista também divulgou um vídeo onde a suposta adolescente conversa com a mãe sobre o encontro.
"Não ia falar sobre isso porque já está explicado. Veio falando que era de maior, se é de maior, pode ficar e tem tratamento VIP. Continuamos conversando depois disso, mas bloqueei ela porque falou umas besteiras para mim. Bloqueei e agora se juntaram para fazer essa fake news. Vai trabalhar! Não vou me prolongar, assunto feio. A verdade não pode ser dita aqui e vai ser resolvido na Justiça", declarou.
A defesa do artista também se pronunciou por meio de nota enviada ao jornal Extra. Os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos documentos da investigação e questionaram a divulgação de informações do caso.
"A defesa de Marlon Brandon Couto Coelho da Silva informa que ainda não teve acesso à investigação e vê com espécie que supostos dados da mesma estejam circulando livremente pela imprensa. Com o devido acesso, analisaremos o teor do registro de ocorrência assim como nos manifestaremos nos autos".
Daiana Andrade, advogada que representa a jovem, afirmou que a denúncia envolve suspeitas de estupro, ameaça e fornecimento de substâncias a uma adolescente. Segundo ela, a cliente relatou violação do consentimento, intimidação e coação para ingerir medicamentos.
"Estamos diante de uma adolescente que relata ter tido o corpo violado, a voz ignorada e a vida ameaçada. Fama não é escudo, e silêncio nunca foi consentimento. Ela não está sozinha, e vamos até o fim por justiça", declarou a advogada.
A defesa da adolescente informou que solicitou medidas protetivas de urgência. A jovem também foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exames.
Em comunicado, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar os fatos e os supostos envolvidos serão intimados a prestar esclarecimentos na delegacia. O caso tramita sob sigilo, e a identidade da adolescente é protegida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).